Desejo


Eu desejo... Eu desejo um beijo, uma carícia, uma frase de amor de quem gosto; desejo estar perto dele, sentir o beijo doce e as formas do seu corpo... Desejo que este sentimento que tenho, que não sei se é amor, nunca se acabe e que sempre seja correspondido; desejo acima de tudo, que se isso for amor, ele me ame com a mesma intensidade.
Desejo que ele não faça o que alguns outros fizeram, pois todos me vêem como um brinquedo de criança mimada, o qual as crianças usam durante um certo período de tempo, depois abusam e antes o que era diversão agora só serve para enfeitar a estante, para olhar e dizer a todos os amigos que já brincou com aquele brinquedinho.
Desejo que nele eu ache a felicidade que procuro, a paz que eu juro (juuuuro) que preciso e o amor que parece inatingível. Desejo com ele viver uma vida de felicidade, a qual sempre sonhei para mim; desejo que ele ma ensine a viver junto dele e me ensine a começar minha vida mais uma vez, me ensine como amar de novo, me faça perder o medo de amar e que me dê uma razão para acordar feliz todos os dias, e uma razão para lutar todos os dias para melhorar minha vida, me ajude a enxergar o mundo de uma maneira mais bela, mais suave.
Desejo viver de verdade. Eu apenas desejo viver com quem um dia vou amar, e nem que seja por um curto período de tempo ter o amor dele e ele apenas para mim, para poder dizer que pelo menos por um dia eu fui completamente feliz.

If Only


Se eu fosse você, eu me procuraria. Me amaria. Sentiria saudades de mim. Choraria, à noite, sozinho no quarto.
Se eu fosse você perguntaria sobre mim a todos meus amigos. Olharia minhas fotos. Lembraria de mim a todo instante.
Se eu fosse você sentiria vontade de sair correndo pra procurar por mim. Me mudaria pra casa vizinha a minha. Sumiria com todos os outros homens do mundo pra me ter só pra você.
Se eu fosse você me olharia todo dia. Me desejaria todo momento. Estaria sempre no mesmo lugar que eu.
Se eu fosse você, eu me amaria bem mais. Me ligaria e me diria tudo isso.
Exatamente assim.


by tatah

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você [...]


Well how long, can I go on like this/ Wishing to kiss you, Before I rightly explode?/ This double life I lead isn't healthy for me In fact it makes me nervous/ If I get caught I could be risking it all Baby there's a lot that I miss/In case I'm wrong Well all I really wanna do is love you A kind much closer than friends use But I can't say it after all we've been through [...] I think it might kill me


Caramba! Eu ainda gosto dele, ainda o quero! Quanto tempo eu ainda vou ficar pensando nele? Eu até consegui me enganar por um tempo... Está doendo muito! Eu odeio aquele violão, aquele dia, aquela voz, aquele beijo... Aquele beijo que me arrepiou, aquele abraço que fez com que eu me sentisse a pessoa mais segura do mundo, aquilo tudo que acelerava meu coração! Odeio aquele show, maldito show! Odeio todos os momentos que passei com ele, odeio lembrar dos momentos que esperei ele e ele não veio, odeio lembrar das vezes que ele veio. Odiei ficar com ele, odiei ficar sem ele! Odeio todas as vezes que fiquei calada e odeio mais ainda as vezes que falei o que eu queria! Odeio ter pensado nele, odeio estar pensando nele agora! Lágrimas, malditas lágrimas, porque vocês caem por ele se ele não se importa? Ele não as quer, muito menos quer a mim! Odeio aquela forma que o tempo tinha de não passar quando eu estava com ele, era como se as horas fossem longas, por mais que eu falasse por horas ainda havia mais um milhão de coisas que sequer tinha pensado em comentar! E por que essas músicas que lembram ele continuam tocando? Por que eu ainda gosto das mesmas músicas que ouvi ele tocar? Por que tudo aconteceu ao som dessa música? Por que as situações se repetem? Por que tudo começou? Não quero respostas, não quero tempo! Não quero explicações, na verdade mesmo se elas existissem elas não me interessariam! Era mentira minha! Eu gostava sim do jeito que parecia, só disse que não gostava pra não o ver mal, acho que na verdade até me convenci que não gostava. Sabe o engraçado? Ontem foi meu aniversário, eu bebi e você estava lá, eu não tenho a mínima noção do que eu fiz, mas sabe o que meu amigo me contou? Contou que na hora que você saiu eu o abracei e pedi "Não me deixa ir atrás dele, por favor". Não é engraçado? Eu mal tinha noção de como estava em pé mas sabia que eu queria ir atrás de você. Não se preocupe, eu também sabia que não podia ir! E mesmo assim perguntava se ele ainda conseguia te ver, não devia me importar mais, agora nossos laços são outros, ou pelo menos tentam voltar ao normal. Será que tudo foi um erro? Será que as coisas eram do jeito que você me dizia ou você só me dizia daquele jeito pra me ver bem? Quanto tempo será que essa dor vai durar? Se eu pudesse escolher, talvez eu fosse outra pessoa. Por que tudo pareceu tão rápido? Eu queria, ou melhor eu não queria viver tudo isso de novo, mas será que o tempo não poderia colocar as coisas no lugar? Eu não sei se me precipitei, mas se isso fosse daqui a algum tempo será que teria sido diferente, teria acontecido? Será que... sei lá! Perdi muitas coisas pensando em formas de burlar o tempo e as pessoas pra ficar mais perto dele. Burlar o tempo que eu acabei perdendo e que só agora eu sei que perdi pensando que as coisas que eu via eram reais, como se você guardasse alguma lembrança! Em tempo, eu pertenci a você. Não foi como devia ser, na verdade nem foi. Talvez eu tenha sido sozinha e isso não bastava, não bastava como não bastou apenas decidir os termos, como talvez a gente não tenha se arriscado o bastante. Maldita música. Maldito carnaval. Maldito show. Maldita paixão. Maldita circunstância. Maldita decisão!
Ao final de tudo sobraram as lágrimas que desperdicei enquanto escrevi por uma paixão inviável e para alguém que nem sequer quero que leia. O que escrevi como um pedido de socorro, um pedido pra que alguém que já foi ficar, um pedido para ouvir coisas que não vão ser ditas, pedindo pra esquecer algo que eu não quero esquecer, talvez apenas uma justificativa.

'Se eu peco é na vontade de ter um amor de verdade. Pois é que assim em ti eu me atirei e fui te encontrar pra ver que eu me enganei...'

Para ela


Mas ela diz/Que apesar de tudo ela tem sonhos
Mas ela diz/Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser...
[...] é beleza de gestos, abraços/Mãos, dedos, anéis e lábios
Dentes e sorriso solto/Que escapam do seu rosto
[...] é só lembrança de amores guardados/ Hoje é apenas mais uma pessoa
Que tem medo do futuro -que aconteceu?-/ Se alimenta do passado

E ela queria, ela quer. Só tem medo de ficar vulnerável de novo. Ela não; ela não pode dar o braço a torcer. Ela já aprendeu que não pode se apaixonar porque sempre sai magoada. Porque ela se apaixonaria? Assim está tudo bem. Afinal, sempre que ela quer eles estão juntos. Por que deixar as coisas mais sérias? Assim ela foge da incerteza. O que ela não percebe é que o que ela sempre quis foi uma certeza diferente; certeza de 'sim' ou de 'não', certeza de 'por aqui está bom' ou de 'vamos continuando', certeza do 'eu' te ligo ou do 'você' me liga ao invés da certeza do 'pode ser' ou do 'qualquer dia desses'; foge da certeza da incerteza de um relacionamento. Ela não percebe que a incerteza de fazer algo e alguém se importar é melhor que a certeza que não irá importar-se. Ela queria, quer. Só não tem coragem, porque o-melhor-cara-do-mundo sempre a magoava. Talvez ela ainda não tenha percebido que sempre que o-melhor-cara-do-mundo a magoa aparece um melhor-cara-do-mundo melhor ainda e a faz sorrir, escrever e chorar de novo e veio um melhor-cara-do-mundo muito melhor e que está fazendo-a sorrir (o que é muito raro), que está fazendo-a divertir-se e ela tem medo de acabar isso. Sempre acaba, sempre acabou. A diferença vai ser se ela vai deixar ele passar por medo de perdê-lo ou se ela vai correr o risco de perdê-lo mas vai aproveitar com ele os melhores momentos da vida dela. Ela não sabe. Eu sei. Ela quer. Ela não é corajosa porque a vida a ensinou que toda vez que ela fosse corajosa ela quebraria a cara e teria os melhores e/ou os piores momentos da sua vida. Os melhores momentos da sua vida batem à sua porta. Medo. Incerteza. Aceita arriscar-se?

Feliz Aniversário


Um novo mundo, não um mundo melhor, ainda assim meu novo mundo! Parabéns! Afinal tudo parece estar bem!
Mais um ano! Nada de novo, afinal já são vinte novos anos e tudo continua do mesmo jeito.
As pessoas passam. São durante algum tempo imprescindíveis, impotantes, heróis, amores [...] Pessoas. Falhas. Voltam sempre a ser pessoas.
Estão comigo, pelo menos estiveram; não importa mais, as felicitações dessas pessoas já não me aquecem mais o coração, não o aceleram, não fazem as mãos suarem.
Engraçado! Sempre senti falta do parabéns de alguém, mas foi diferente. Isso sim foi diferente! Agora falta 'o' cara dos parabéns, falta o sorriso que me derrete, falta a expectativa de ver esse alguem chegar. Caramba! Falta muita coisa mesmo. Vontade de sorrir. Vontade de brincar. Vontade de ser "eu". Vontade de apenas ser.
Faltam os amigos. Suas besteiras, leseras, brincadeiras, piadas, risos, choro, farras, 'entojos', textos, brigas, chapinhas, fotos [...] Onde estão as barbies, seus carros, seus namorados e sua filha revoltada de 16 anos que sempre fugia de casa? Cadê as casas na arvore? Parece até que eu cresci, mas eu não cresci de verdade, só aprendi a me comportar em público e mesmo assim às vezes nem me compoto tão bem assim.
É esquisito! De repente nem os garotos-da-minha-vida impotam mais. O único que importaquase não me interessa mais, ou pelo menos eu não quero que interesse mais. Estava tudo tão vazio!
Vazio de mim. Vazio de coisas que me interessam. Vazio de minhas amigas. Vazio de alguém que nem sequer sei se existe. Vazio de tudo e ao mesmo tempo repleto de uma nova vida interessante e divertida e de novas pessoas maravilhosas que ainda assim não conseguem suprir a falta que sinto do meu antigo mundo.
Um novo mundo, não um mundo melhor, ainda assim meu novo mundo!
Parabéns! Afinal tudo parece estar bem!

Covardia


Coragem pra sair, velejar e ter a chance de conhecer novos oceanos! Afinal o que começa bem, não necessariamente termina bem.


Talvez começar algo não seja fácil (realmente não é), mas com certeza é muito mais difícil saber e/ou aceitar o tempo de desistir de algo que você lutou para conseguir.
É mais fácil dizer ”Vamos começar” do que olhar para alguém e simplesmente dizer “Eu estou desistindo de tudo, de nós, de mim e de você, da nossa história...” Às vezes desistir não é um ato de covardia, mas sim um ato de coragem. Será que é justo ter que desistir de um amor, de um amigo ou de uma vida?
Decepção. Talvez alguém não saiba o que se sente quando se é obrigado a ter que desistir de alguém que você ama e mesmo assim o momento do desistir de desistir é forte, persistente, eu fraquejei, doeu. Você nunca aprende até onde deve ir ou o que deve suportar antes de desistir de verdade. Quantas decepções serão aceitáveis? Quantas vezes relevar, perdoar? Desistir de um amor que passou uma grande parte da sua vida com você é como se de repente uma essa grande parte da sua vida não tivesse sentido. Desistir de um amigo torna sua vida inválida, sem brilho, parece até que você não sabe caminhar com as próprias pernas.
Ás vezes nos enganamos, achamos que ainda iremos superar algo e fechamos os olhos para os sentimentos de dor. Caramba! Como dói fingir ser cego, tentar não ver que tal situação está nos consumindo, nos acabando. Mas é tudo culpa do coração. Ele não se importa conosco, por medo de uma tal “solidão” e assim nos submete a situações nas quais os outros parecem ser as únicas pessoas a importar, ele poderia, ao invés de ser covarde, nos incentivar a dizer algo tão fácil:”Eu desisto”.
As pessoas são como fitas de seda, ficam perfeitas se um laço for bem feito, mas se por algum motivo aquele laço não se encaixa bem como antes, vai ser mais difícil desconstruir o laço do que foi constui-lo, a fita vai ficar marcada e vai parecer que nunca vai ficar bonita de novo, mas depois de lavar e secar a fita vai estar exatamente como antes e pronta pra outros laços (só que com uma experiência prévia em laços mal dados!). Eu queria apenas saber qual o momento que uma coisa deixa de nos fazer bem e tomar uma decisão de desistir, de deixar de ser covarde e de não ter medo do novo e desatar os laços que agora tranformaram-se apenas em nó e que nos ancoram à situações desastrosas.
Coragem pra sair, velejar e ter a chance de conhecer novos oceanos!
Afinal o que começa bem, não necessariamente termina bem.