Confusão



Talvez eu esteja com medo por quase saber o que eu quero
e por não querer saber ou mesmo querer algo
medo por ver coisas sérias acontecendo,
coisas que eu gosto,
coisas que tento evitar,
coisas que não consigo parar,
coisas que me confundem,


momentos nos quais quero ser eu mesma,
momentos nos quais não posso ser eu mesma,
mesmo eu sendo mais divertida que essa falsa caricatura,
momentos que acontecem no tempo errado,
momentos que acontecem da melhor maneira possível...



insegurança por ser menina e mulher demais
insegurança pelo fato das coisas estarem acontecendo exatamente como eu quero
insegurança pela segurança que eu sinto




e uma grande confusão na minha cabeça por conseguir ver as coisas claramente
confusão porque as coisas estão tão claras que chegam a me cegar
confusão porque não sou acostumada a tudo ir bem
porque no final das contas acho que não sei mais viver se não for em confusão


afinal nem consigo entender porque tudo está nos eixos [?!]


talvez pelo fato de viver sempre em confusões eu sinta uma estranha necessidade de confusões

Chegada


Voltei !

Ainda insegura por não saber o que está acontecendo;

ou exatamente por saber

Ainda tímida por saber que errei

E sem saber o que realmente vai acontecer

O importante é que ele não me mandou mais embora

E acho que tudo entrou nos eixos

(pelo menos por enquanto)

E das antigas quando eu pensava que meu problema era o amor



Um dia, ouvi dizer que amar era bom. Será que é mesmo??? Eu acho que apenas os tolos amam de verdade. Uma vez eu fui feliz e foi exatamente quando não sabia o que era o amor; quando não amava ninguém.
Amar alguém é sofrer com saudade mesmo quando se está perto; abraçar já sentindo a solidão do “fim do abraço”; sorrir de alegria com lágrimas nos olhos pensando na despedida.
Amar também é desesperar-se na falta do outro; morrer um pouco só por não poder respirar o mesmo ar; temer a escuridão, não por ela ser misteriosa, mas por perder seu amor de vista.
Talvez um pouco de ciúme de si próprio; medo do futuro que as próprias ações ocasionarão. E que futuro é esse que nos põe em situações triviais com escolhas “comuns” que na verdade nos escondem a verdadeira escolha?
Amar é complicado! À partir de qual momento pode-se dizer que amamos alguém? E até que ponto deve-se superar os obstáculos?
Talvez nós amemos alguém a partir do momento no qual paramos em um lugar qualquer, ignoramos as pessoas ao nosso redor e simplesmente escrevemos um texto sobre algo que mal sabemos o que realmente é!
Acho que devemos superar os obstáculos até quando tivermos força não só para levantar de uma queda, mas também para levantar os outros.Possivelmente amar pode ser algo insano, porém não mais insano que o próprio ser humano, que querendo ou não se entrega ao amor.

Pessoas pelas quais sou apaixonada


O menino que toca as músicas agitadas que eu mais gosto e não sabe disso. Pena que fuma.

O menino dos dedos magrelos que passa os dias realizando seus sonhos e alentando os meus. Pena que tem namorada.

O menino por quem eu sempre fui encantada e que eu ajudei a encontrar namorada. Idem acima.


O menino que queria ganhar muito dinheiro mas depois descobriu um caminho mais enriquecedor. Pena que o timing já passou.


O menino que enchia minhas quintas-feiras de luz e poesia e imagens tão tristemente lindas e lindamente tristes. Pena que é corinthiano demais.


O menino que faz um monte de coisas que me entediam, mas pensa um monte de coisas que me inspiram. Pena que dança demais.

O menino que eu acabei de conhecer. Pena que acabei de conhecê-lo.


O menino que está sempre querendo me fazer rir, até quando eu grito com ele sem razão. Pena que me dá muita razão para gritar com ele.


O menino que tem o ombro que encaixa direitinho na minha cabeça. Pena que está longe.


O menino que sempre me fez rir e chorar. Pena que tem família.


por Ana Carolina Moreno e com algumas modificações

[...]


Quando consigo a emoção, ainda tenho a audácia de não querê-la. Quero paz, sossego e... humm.. O que toda mulher quer. Utopia... Cada vez mais vejo que vivo de utopias. Da menos romântica. Talvez seja a mais. Bosta...

Minha eterna ciranda


"E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim."
Caio, nosso amado Caio.

É, Caio também me conhece,
(sai dessa ciranda que eu duvida ~ tina)


Atualizando : HA! Eu saí!

Adoles[...]cendo


Ela se divertiu
Por fazer uma coisa errada,
Por um riso insano e inconseqüente,
Por uma situação completamente maluca,
Por ser adolescente,
Pelo gostinho do novo

Pelo gostinho do pecado...



E como era gostoso!

Despedida


E ela pensou que estava tudo indo mal, boba!
Tanto pensou, que agiu como tal

É... parece que tudo ficou mal mesmo

Ela ainda tentou resolver!

Tentou entender o que estava acontecendo

Até que tentou conversar
Ele disse "vá embora"
Ela realmente foi!

Ao meu ex


[...]Já que ele encontrou meu blog e também porque não seria justo depois de tanto tempo juntos não existir o mínimo relato de uma relação tão conturbada e tão calma![...]

Lembro-me bem, ou talvez nem tão bem quanto quero lembrar, pois também consigo ver todos os motivos de discussões (como eram idiotas)...

[...]

Mas onde parei mesmo? Exatamente, nas lembranças!
Era tão divertido, será que foi sempre tão divertido e eu acabo lembrando só das discussões?
Lembra quando eu ia todo sábado para a sua aula? E sempre era jogada na piscina!
Como é bom ser jovem e inconseqüente (nem tão inconseqüente), e você ia pra minha casa passar um fim de semana escondido! É... às vezes eu lembro sim dos dias divertidos, do dia que fizemos sua barba, do dia que você me deu um "banho" de sorvete em Patos, das pedras de gelo que você fazia tanta questão de passar nas minhas costas, da vez que tentou me afogar na piscina, de quando vcê me chamava para ficar lá fora olhando a chuva (e me jogava na chuva), do meu apelido (bem-te-vi, lembra? Você dizia que eu tinha as pernas finas, o "buchão", era amarela, vivia fazendo bico e era metida a cantora), do seu apelido (passa-fome, o cachorro de Diorgenes que era sua cara), de Netinho escalando pelas nossas pernas para poder ver a gente se beijar de perto... Ah, você não sabe a boa! Quando você viajou e a gente acabou, netinho viu uma foto sua no meu computador e disse que aquele era meu namorado, mas eu disse a ele que você era ruim e estava com outra menina (rsrsrs) e ele disse "apois, apois se eu ver ele com outra menina eu dô nela bem muito e prendo ele num gaiola beeeem grande!" Só Netinho mesmo para me fazer rir quando eu estava com raiva de você, e quantas vezes eu estive!
Mas não era esse o assunto!
Realmente tudo foi muito divertido! Talvez pudesse ter terminado de forma melhor, ou pior, mas isso não importa mais...
Foi bom e eu aprendi muito, aprendi que estive muito errada e muito certa, muito fria e muito atenciosa, muito grossa e pouquissímo calma,
Aprendi também que não é bom estar com a razão!
Aprendi que não se conta um relacionamento pelas brigas e sim pelos momentos bons
E aprendi principalmente que após o fim de um relacionamento, mesmo que tenha sido difícil, a gente pode sim, e como pode, ser amigo!

Ao meu primeiro (e único) ex...
P.S. Por falar nisso, você, por algum acaso, não colocou alguma macumba pra mim não, não é?
Porque estou com a "leve" impressão de que vou continuar como você me deixou...

;*

Medo


[...] e no fim da minha história,
meu único medo,
O epitáfio
O que ele diria? [...]

"Na vida, morreu de muitas coisas.
De tédio, de raiva, de medo, de cansaço, e por fim, de males do corpo.
Só não teve tempo de morrer de amor."